domingo, 9 de novembro de 2025

CENÁRIO: A MINHA LEITURA

Não ser de direita ou esquerda, 
No centro não querer estar. 
Votar na direita ou na esquerda, 
No centro se equilibrar. 

Liberdade é poder escolher, 
Não ter mais opções desanima. 
Votar esquerda ou direita, 
É manter a mesma sina. 

Esquerda diz ser do povo, 
Somente para o povo, nada faz. 
Direita argui essa bandeira 
E com o argumento se satisfaz. 

O centro, discursa como tal, 
Mas o centro jamais ganha. 
Só no discurso pensa no povo, 
O que interessa é a barganha. 

Melhor ser amigo do rei, 
Só o lado bom colher. 
Assim não importa o partido, 
Muitos cargos a preencher. 

Os três lados são diferentes, 
São iguais nas diferenças. 
Todos têm seus interesses, 
Mas ao povo, só a crença. 

Em comum, nada do bem.
Os crimes são esquecidos
Benesses se acumulam  
Suspeitos são escolhidos. 

Engarrafam vento 
E o povo colhe tempestade. 
O ditado está errado, 
Mas a queixa é verdade.

Uns imbrocháveis, imbatíveis,
Motoboys e teimosos, 
Negam vacinas, flertam com a cadeia, 
São deslumbrados, presunçosos. 

Eles entram e saem das prisões, 
Combinam o jogo com quem joga. 
E o povo assiste, da geral, 
Aos julgamentos, que droga!

Veja agora a COP30. 
Estados Unidos não vêm.
O presidente fica num iate, 
"Prestigia" o povo de Belém.

O povo não é coletivo de fome, 
Um séquito sem nome, 
Diminutivo de homem, 
E está cansado desse nome, 

Já dizia Affonso Romano. 
Ele tem dificuldade em aceitar, 
Que para poder sobreviver, 
Estranhos o têm que governar. 
 
Governos dão bolsas vazias,
Que mais parecem esmolas. 
Desestimulam a trabalhar, 
E matam por não darem escolas.

Uns vitimizam os traficantes, 
Outros os usuários legalizam,
Todos de olho nas pesquisas 
A vida humana banalizam.

Foi tirado do contexto. 
A frase foi infeliz. 
Se a reação não foi boa, 
É só desdizer o que se diz 

Educação não é de fato prioridade. 
Só a presença já mede
O desempenho do governo
Nos números do IDEB. 

Governantes saem ou são saídos, 
Ministros e decanos também. 
E a dança das cadeiras
Dão esperanças a ninguém. 

Nada muda no cenário. 
O futuro nunca vem. 
E o povo acredita, otário, 
Nos que o olham com desdém

Três poderes independentes. 
Para a independência moderar, 
Um quarto talvez pudesse, 
Os conchavos evitar. 

Por enquanto, tangidos como boiada, 
Seguimos caminhando. 
E centro, direita e esquerda, 
Seguem se locupletando.

Até quando?!

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