Não ser de direita ou esquerda,
No centro não querer estar.
Votar na direita ou na esquerda,
No centro se equilibrar.
Liberdade é poder escolher,
Não ter mais opções desanima.
Votar esquerda ou direita,
É manter a mesma sina.
Esquerda diz ser do povo,
Somente para o povo, nada faz.
Direita argui essa bandeira
E com o argumento se satisfaz.
O centro, discursa como tal,
Mas o centro jamais ganha.
Só no discurso pensa no povo,
O que interessa é a barganha.
Melhor ser amigo do rei,
Só o lado bom colher.
Assim não importa o partido,
Muitos cargos a preencher.
Os três lados são diferentes,
São iguais nas diferenças.
Todos têm seus interesses,
Mas ao povo, só a crença.
Em comum, nada do bem.
Os crimes são esquecidos
Benesses se acumulam
Suspeitos são escolhidos.
Engarrafam vento
E o povo colhe tempestade.
O ditado está errado,
Mas a queixa é verdade.
Uns imbrocháveis, imbatíveis,
Motoboys e teimosos,
Negam vacinas, flertam com a cadeia,
São deslumbrados, presunçosos.
Eles entram e saem das prisões,
Combinam o jogo com quem joga.
E o povo assiste, da geral,
Aos julgamentos, que droga!
Veja agora a COP30.
Estados Unidos não vêm.
O presidente fica num iate,
"Prestigia" o povo de Belém.
O povo não é coletivo de fome,
Um séquito sem nome,
Diminutivo de homem,
E está cansado desse nome,
Já dizia Affonso Romano.
Ele tem dificuldade em aceitar,
Que para poder sobreviver,
Estranhos o têm que governar.
Governos dão bolsas vazias,
Que mais parecem esmolas.
Desestimulam a trabalhar,
E matam por não darem escolas.
Uns vitimizam os traficantes,
Outros os usuários legalizam,
Todos de olho nas pesquisas
A vida humana banalizam.
Foi tirado do contexto.
A frase foi infeliz.
Se a reação não foi boa,
É só desdizer o que se diz
Educação não é de fato prioridade.
Só a presença já mede
O desempenho do governo
Nos números do IDEB.
Governantes saem ou são saídos,
Ministros e decanos também.
E a dança das cadeiras
Dão esperanças a ninguém.
Nada muda no cenário.
O futuro nunca vem.
E o povo acredita, otário,
Nos que o olham com desdém
Três poderes independentes.
Para a independência moderar,
Um quarto talvez pudesse,
Os conchavos evitar.
Por enquanto, tangidos como boiada,
Seguimos caminhando.
E centro, direita e esquerda,
Seguem se locupletando.
Até quando?!
Verdade.
ResponderExcluirOi, Isabel, obrigado pela leitura.
ResponderExcluirTriste, não tem pra onde fugir
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