Foram apenas cinco meses extramuros. De dores, dúvidas, de solidão, ansiedade, de riscos.
Por entre as trevas, vislumbra o muro como uma tábua de salvação, um lenitivo, mas o muro engana, atrai mas não representa salvação.
A dor, porém, sempre volta, a ansiedade e o desespero não esperam, a compulsão vence, e o muro parece a única saída para romper o ciclo.
Procuremos outro destino, outras caras, outras ideias, um muro igual, porém maquiado.
Tente outra vez, dizia o Raul que partiu cedo.
Tentemos.
O muro é irresistível, a esperança resiste.
E quantos muros temos a derrubar! Temos que continuar tentando.
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