domingo, 23 de novembro de 2025

ARTE QUE ABRAÇA E FAZ CRESCER

Roneida, incansável, organizou no nosso Colégio, uma exposição de trabalhos de artistas da região, que ela intitulou "ARTE QUE ABRAÇA". O evento encerrou um ano de inúmeras atividades artísticas, intelectuais e pedagógicas, começando com a inauguração da Biblioteca Marina Colassanti, palco de desfiles de diversos ilustres autores da região, como Anabelle Loivos,  Maria Clara Cavalcanti, Bia Canella,  Maddi Mattos, Janimary, Lúcia Pouchain etc, e berço do nascimento do prazer pela leitura em nossas crianças e jovens, e até em alguns adultos que, desarmados, nos visitaram. 
Da mostra, participaram artistas como Lúcia Mineiro e Ângela com suas tapeçarias e pinturas, Bruna, Carmem e Inês, com arte em cerâmica, Lúcia Pouchain e Bruna com pintura, Lia Luz tbém, mas... com os pés!, o Wanderlei com seus trabalhos em madeira, Elizete e Neuza com croché, Marcy com sua arte em jeans, João e Matheus (não é dupla sertaneja!), com seus desenhos, Rafaelly e Jhuly - também não é dupla - que são jovens, quase crianças, com alma e espírito adultos, escrevendo com fluidez e profundidade sobre temas atuais; Rosilene, minha outra irmã,  tímida  curiosa e profunda como os gatos cuja história conta, e que foi corajosa ao aventurar-se, com êxito, nas letras; até eu estive por lá. O Edgar, qual cientista maluco, com sua ampulheta de luz que marca a linha do tempo e lembra a finitude da vida, mas também que ela pode ser bonita e brilhante; também é dele o caleidoscópio, que bem poderia espelhar as mais diversas formas de se enxergar esses artistas que, mais que exporem, aqui se expuseram, uns muito jovens, outros muito menos; uns muito experientes, outros parecendo admiravelmente experientes; uns de letras, outros de mãos; uns da madeira, outros das tintas, e tecidos, e agulhas; uns de vida, outros... também.
Patrícia Nogueira, escritora friburguense, lembrada por uma leitora no nosso grupo de leitura, escreveu: "... a palavra também é corpo, também sangra, também resiste ". Os textos que vimos na exposição, confirmam a afirmativa. Eles, e os demais trabalhos que vimos, lançam luz sobre a quantidade e qualidade de artistas e pensadores que resistem por aí, escondidos, desvalorizados, desestimulados... sangrando. Janimary, no encerramento, e não por acaso, falou-nos um pouquinho sobre empreendedorismo, uma alternativa ao alcance de todos, que pode levar esses artistas a saírem a céu aberto, se autopatrocinarem, e buscarem sobreviver de sua arte, e talvez fazerem do mundo um lugar melhor. Exposições assim, despretensiosas, servem também pra isso, dar corpo e voz a quem nunca aparece, nunca é ouvido, e acaba achando natural.

Um comentário:

  1. Foi isso, irmão! E "Arte que abraça", o nome, foi ideal, porque laços invisíveis e visíveis foram feitos ali. E muitos deles para sempre, pois significaram a "Valorização" do outro.
    Foi lindo!

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