domingo, 8 de fevereiro de 2026

FELIZ ANIVERSÁRIO, ONTEM!

Semana passada foi meu aniversário! - Puxa, por que você não avisou?
Até eu às vezes esqueço, acredite; agora, imagine se iria avisar aos outros! 
É engraçado essa coisa de comemorar aniversários: Há quem faça absoluta questão de comemorar; há quem faça absoluta questão de comemorar o aniversário dos outros, e há quem não se lembre do aniversário de quase ninguém. Eu, por exemplo. 
Muitos dizem que eu não gosto de receber cumprimentos no meu aniversário, até mesmo pessoas muito próximas de mim dizem isso. Ledo engano! Gosto sim, gosto muito, apenas gosto que seja espontâneo, de coração, e por isso, escondo, o quanto posso, a data, para não receber cumprimentos apenas sociais, de pessoas que me conhecem só "de vista"; de colegas de trabalho, apenas colegas; de funcionários que talvez nem gostem de mim. Pela mesma razão também não gosto do programa "aniversariante do mês" e do "amigo oculto", que de tão oculto, continua não sendo amigo mesmo depois da brincadeira. - Fale algumas características do seu amigo, pra ver se adivinhamos. - O meu amigo oculto é..., hum..., bem, ele é o único que está vestindo camisa preta. Nossa, quanta amizade!
Um dia, na escola, uma professora dizia fazer questão de receber os parabéns: Eu sempre esqueço!!! Se é tão importante, me avise então na véspera, eu a alertei. E ela avisou. Passei na Casa Verde, colhi e montei, eu mesmo, um lindo buquê de rosas, lirios, palmas, antúrios e folhagens, e levei, feliz, para a escola, na hora da entrada, pra impactar. E impactei a todos mesmo: - Fernando, foi ontem o aniversário dela!, eles riram. Eu bem que te avisei, Carol!
Certa vez, umas oito da noite, eu, no trânsito voltando do trabalho, meu irmão me convida pra ir à sua casa.  Sua mulher fizera um prato que eu gostava muito. Dispensei. Ele insistiu. Eu também. Tava cansado e aborrecido, e não fui.  E era aniversário dele! Ainda aborrecido. 
Já lembrei do aniversário da minha mulher quando ia abrir a porta da nossa casa. Como lembrei, continuo tendo a chave.  
Eu sou um caso perdido, e acho graça de alguns que competem comigo nesse quesito:
Recebi msg de minha irmã, no dia seguinte ao meu niver sem nenhuma menção ao atraso. 
Um casal de cunhados queridos que nunca esquecem, também enviaram msg uns dias depois. "- Sempre acho ser dia cinco."
Minha prima, com quem falo sempre, pediu meu número à minha irmã, disse tê-lo perdido, e então me enviou uma msg.
Um amigo sempre comenta que meu aniversário acontece durante um congresso do qual participamos todo ano. Neste ano, na véspera do dia, ele falou que iríamos cortar o bolo no dia seguinte. Eu viajei no dia, e ele esqueceu!
Outros, que também participam do mesmo congresso, sempre esquecem. Eu não me incomodo que não se lembrem, sei quem me quer bem... acho.
Já aprendi, porém, com quem se lembra e valoriza, que comemorar o dom da vida, agradecer por ela, homenagear os que gostam de nós e de quem gostamos, é importante, então, que cada um o faça de seu jeito e que todos participemos... se lembrarmos.
Meu pai, um advogado sem nem  mesmo o colegial, adorava fazer aniversário, sempre queria fazer festa e discurso de gratidão. Ele tinha muitos argumentos e sabia usar. Poderia até ser ministro, afinal...
Fernando Sabino conta ter sido testemunha ocular do aniversário de uma menininha pobre, comemorado pelos pais na lanchonete, com uma pequena fatia de bolo comprada a duras penas. Uma oração, uma vela usada, uma singela festa de três, e era suficiente. Felicidade na simplicidade.
Meus pais fizeram uma festa de aniversário pra mim, com direito a bolo e cajuzinhos, quando eu fiz dez anos, acho que vou fazer a segunda, sessenta anos depois!
Veríssimo, porém, outro xará, diz que o "parabéns", após uma certa idade, soa irônico e meio temerário.  Fazemos aniversário, e os aniversários vão nos desfazendo. Acho que concordo, não pensei que chegaria a tantas dezenas de anos que nem vi passar, porém, como não me cantaram muitos parabéns, também acho que estou com crédito. Então, até o próximo fevereiro, sem "parabéns pra você".

2 comentários:

  1. Agora já era: vai ter bolo e cajuzinhos. Talvez não na data que pensou! Rs

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  2. Adoroooo aniversário, e sou do time
    1. dos que contam pra todo mundo, que é pra ganhar todos os beijos, abraços e boas energias, às vezes guardados um ano inteiro por quem está distante, como num pacto de renovação do amor e da amizade;
    2. Dos que ultimamente esquecem ou trocam o dia;
    3. ...mas tb ando no time dos que pensam... que se der para ligar ou comemorar, ok, senão o peso e a cobrança ficaram menores, pq o querer bem é fato, e as felicitações valem a qualquer tempo, para o dia e para o resto do ano. Assim, a memória ou da falta dela viram justificativa, desculpa ou qualquer outro nome que a gente dê pro esquecimento do aniversário de quem a gente quer bem.
    Ri muito das flores da Carol... e da sorte do último minuto que o fez conservar a posse da chave 🗝 . 😏 🤪
    E quanto a mim... me vi lá, personagem do seu texto kkkk ... porque dia 5 é niver o Fernando e 7 da Maysa. Só que não...kkk A resposta certa é exatamente a diferença. 🤷🏻‍♀️😅
    Mas, como diria meu pai, "eu tardo mas num faio", devo estar perdoada! 🤪😊
    Em tempo, para o próximo ano, faço os cajuzinhos... 🙄🤔🤭🤭🤭🤭 se eu lembrar... da receita!!! Kkk
    Bjo😍🥳🥳🥳

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